Lá estou eu de novo na sarjeta
bom
pra ver
Não sou príncipe
sou
poeta
Meu beijo a princesa
não
desperta
Deixa ela quieta
em
seu caixão de pétalas
Q’eu estou vivo,
em
meio à merda
Salve Deus as putas
e
os companheiros de flagelo
Que meu sangue é ruim
para
os vampiros
Minhas lágrimas são as mesmas
de
toda a humanidade
Abra os olhos
melancólica
nobreza
Real
é
a consciência
O espelho que insufla o orgulho
reflete
a decadência
Quem está triste com a vida
vai
para o inferno!
É preciso que a fogueira arda,
para
se entender que não há sofrer
É só começar do zero e não ter mais
nada
a perder
Ah como são belas as flores
do
cemitério...

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