Eis a minha verdadeira face
dou-a a vocês, a despeito do ângulo
que favoreça minha parte na história.
História não tem parte,
a têm (a História) os que se unem
com consciência de irmãos, casais,
amigos, grupos familiares, comunidades,
um povo, humanidade, de todos os seres.
Família é até onde vai o amor.
As leis votadas por toscos mandatários do poder alheio
ou a etnografia viciada pelos donos do jogo pouco importam
pois, na hora íntima, cara a cara com o ente,
aqui já fora do Face,
não somos produtos do meio, somente.
Meio, de fato, é só o que há entre nós.
Sigo o caminho do meio,
com meu ainda frágil amor e tímidos sonhos de vida mais inteira e plena.
Diga ao espelho: – Somos assim tão diferentes???
poemas nascem
۞ nasce palavra, escorre poema, jorra rio, evapora nuvem e chove sobre a terra.۞
domingo, 27 de setembro de 2015
leve
Mostro a cara
mas ao tapa dou o verso
à maldade, o espelho
à inveja, o vazio
à inveja, o vazio
recuso as disputas
que dão armas
ao pior de mim.
que dão armas
ao pior de mim.
Sim, canto o amor
ou por amor
ou por amor
ainda que escorra
de um coração partido
de um coração partido
reforço do saber vivido
amar não cabe em caixa
amor é fluido.
amar não cabe em caixa
amor é fluido.
E do canto dos poetas
pássaros, loucos, ascetas
ingênuos, velhos, crianças
surge a improvável harmonia
e o mundo dança solto e leve.
pássaros, loucos, ascetas
ingênuos, velhos, crianças
surge a improvável harmonia
e o mundo dança solto e leve.
sábado, 26 de setembro de 2015
down
Sem ilusões amargas, amo demais, poema que surge por baixo das plumas, da nuvem, do fog, do que turva a visão. palavras são armadilhas, mas não as pegam a poesia e o afeto que escoam entre trevas, viventes por elas, entre a mente obscurecida pelas tristezas, frustrações e impotência consumidora de dias, mas eis que resta uma pulsão improvável de felicidade, um pássaro que canta negro de dor, no auge da noite, quando down desperta com a aura do sol em nova brasa, mais intenso que o despertar singelo e frágil de flores da primavera. À véspera do eclipse na lua cheia, ja não ouço uivos, somente a brisa terral e o encontro de mundos que conforta o humano, que ora contempla.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
lenha
O que curto
deixa rastro
registrado junto a digitais
cpf, fundo de olho
e dna decodificado.
tudo perfeito
documentado
meu perfil de consumo
para que me consuma
ao forno
progresso mesquinho
que queima
povo pau
no brasil
que arde.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
rua
sexo errante
desejo viajante
devaneios egóicos
encontro de Narcisos
fogo em si
queima
entre olhos tranquilos
do lago límpido
de quem resta à frente, refletida
alguma paixão própria
a ponto de haver equilíbrio
e haver algo a ver
desejo viajante
devaneios egóicos
encontro de Narcisos
fogo em si
queima
entre olhos tranquilos
do lago límpido
de quem resta à frente, refletida
alguma paixão própria
a ponto de haver equilíbrio
e haver algo a ver
ou mesmo cego com os pés
a tatear tatamecom a cara a tapa
socos ou afetos
riscando o ar
que ainda
nos move
os pulmões.
riscando o ar
que ainda
nos move
os pulmões.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
fogo falso
para consumirem o trigo
que escoa do cinza
cobaias de jogos viciados
por éteres de laboratório
cobaias de jogos viciados
por éteres de laboratório
substâncias sintéticas
para vidas plúmbeas
brilhos, displays
de paraísos imediatos.
para vidas plúmbeas
brilhos, displays
de paraísos imediatos.
sábado, 5 de setembro de 2015
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
à contra-luz
Gentil luz dourada ilumina
palavras de poeta.
palavras de poeta.
Sutil natureza em evolução constante
doura silêncios gestando profundos gestos.
Dança que me percorre os pulmões
me clama, corpo-alma, à contradança.
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