Sem ilusões amargas, amo demais, poema que surge por baixo das plumas, da nuvem, do fog, do que turva a visão. palavras são armadilhas, mas não as pegam a poesia e o afeto que escoam entre trevas, viventes por elas, entre a mente obscurecida pelas tristezas, frustrações e impotência consumidora de dias, mas eis que resta uma pulsão improvável de felicidade, um pássaro que canta negro de dor, no auge da noite, quando down desperta com a aura do sol em nova brasa, mais intenso que o despertar singelo e frágil de flores da primavera. À véspera do eclipse na lua cheia, ja não ouço uivos, somente a brisa terral e o encontro de mundos que conforta o humano, que ora contempla.
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