poemas nascem

۞ nasce palavra, escorre poema, jorra rio, evapora nuvem e chove sobre a terra.۞

sábado, 22 de agosto de 2015

eureka


curiosidade vivaz certeza vazia
intuição
cheiro
calor
festejar a novidade
não há erro
método científico
os gregos estão certos
a inteligência está no coração.


Foto: Juliana Hollanda D'Avila
Modelo: Mia Hollanda D'Avila.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

gente boa

Difícil amar o diferente
Mais ainda, aceitar o que se nega.

Mas, sobre o que negamos
quem nunca se pega.
Nunca pecamos?

Tudo que caminha
vacila para o passo novo
até se lançar na direção certa.

Desconfio muito de homens de passos firmes.
Desconfio quando flagro meus pés automáticos.
Prefiro encontrar meu erro a ir de cara na parede
Sobretudo, prefiro não ser uma parede.

O passo atrás faz ver além do muro
Continuando no caminho que leva além.

Por isso, cada vez mais amo os diferentes
e tantos diferentes me amam de graça.
Logo nos reconhecemos. Ô, se não!

Alegria pura é o encontro
brincarmos ou chorarmos juntos
nos entendermos, sermos irmãos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

prata velha

Há 25 anos, no poder houve um caçador de marajás
caçando pequenos vícios da raia pequena
suas reservas, sua esperança.


25 antes, caçadores de comunistas já haviam assaltado a história
cassando liberdades comuns, reflexões, oposições de pensamento

25 depois, hoje, caçadores continuam lançados em suas carreiras de caça
a cata da próxima raposa, caçando qualquer futuro ou dialética.

Mas passemos do fato à festa.

Há 25 exatos anos a palavra poética,
frango de granja, não dorme
fervilha, numa ilha
vitamina C
para não nos resfriarmos
nesse inverno quente
brindado neste dia com chuva de gelo

a poesia nem sempre
é eloqüente

corta seca palavra fria
sem dó dos fiéis.

Viva o Cep 20 Mil!

Salve o deslabirinto
do Minotauro demolidor
de convicções pífias
salve a banda de pífanos
as epifanias dos reisados
reza rasa a lenda viva ou morta
pois brincantes bestas decepam
qualquer objetividade mórbida.

       
Justo D’Avila  

 imagem: 
Tito Labrunie, em site do CEP 25 anos

respiração

Não há problema, só novo cinema.
O criativo e a nova república velha.

Viver sobre a terra...
boa semente, povo gente
na estação, florir


frutos, no outono do sol poente.

Hummmpfff, a vida passou num suspiro
embora cada segundo
inspiro e expiro
gerações surgem e vão
ao vão da caminhada.

Aonde vamos?

Parar
é fundamental.

Refletir
o espelho.

Pairar

Liberdade
ascende cachola.

Consciência desperta
universo onde harmonia plana
mesmo sem ser (por não ser)
plana.

Por isso
amor sim.

Festejar
cada início
cada fim
do diferente.

Adiantar primavera
para antes de Praga.

Em todo tempo
por compaixão
há tempo
de sermos

de novo
nossas crianças
e velhos.