poemas nascem

۞ nasce palavra, escorre poema, jorra rio, evapora nuvem e chove sobre a terra.۞

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

prata velha

Há 25 anos, no poder houve um caçador de marajás
caçando pequenos vícios da raia pequena
suas reservas, sua esperança.


25 antes, caçadores de comunistas já haviam assaltado a história
cassando liberdades comuns, reflexões, oposições de pensamento

25 depois, hoje, caçadores continuam lançados em suas carreiras de caça
a cata da próxima raposa, caçando qualquer futuro ou dialética.

Mas passemos do fato à festa.

Há 25 exatos anos a palavra poética,
frango de granja, não dorme
fervilha, numa ilha
vitamina C
para não nos resfriarmos
nesse inverno quente
brindado neste dia com chuva de gelo

a poesia nem sempre
é eloqüente

corta seca palavra fria
sem dó dos fiéis.

Viva o Cep 20 Mil!

Salve o deslabirinto
do Minotauro demolidor
de convicções pífias
salve a banda de pífanos
as epifanias dos reisados
reza rasa a lenda viva ou morta
pois brincantes bestas decepam
qualquer objetividade mórbida.

       
Justo D’Avila  

 imagem: 
Tito Labrunie, em site do CEP 25 anos

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