poemas nascem

۞ nasce palavra, escorre poema, jorra rio, evapora nuvem e chove sobre a terra.۞

terça-feira, 21 de abril de 2015

feriado Nacional

Quando ainda na Escola
gostava do Tiradentes
pomposo em seu uniforme militar
mártir derrotado pelo poder tirânico do Império.

Comparado a Cristo
com padres entre os inconfidentes
o terço na foto, o derradeiro sacrifício
ossos do ofício, de rebelde burguês.

A conjuração já pronta
com apoio prometido do Tio Jefferson
tudo certo para decretar independente
as Minas Gerais dos seus quintais.

Há sempre um descendente dessa História
conjurado entre alferes, comerciantes e clérigos
para virar o jogo a seu favor
por desconhecimento do resto.

Como sobrevives a tantos heróis, Brasil ?!....

– Dá nele, Macunaíma!!  Bate!

-
* a Samuel Averbug, autor do último verso.
** quadro de Pedro Américo, 1893.

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