poemas nascem

۞ nasce palavra, escorre poema, jorra rio, evapora nuvem e chove sobre a terra.۞

domingo, 10 de maio de 2015

filho da Mãe

À ela
quero realização,
não por ser filho,
mas por ser ela firme
no caminho
deixando para mim
faróis pelo carinho.

Assim somos melhores
ao mundo,
tendo Mãe,
afeto, sinceridade,
somos todos
coletividades afetivas.


Prisões terrestres
prendem só os si-prórios
filhos de chocadeira
com curtas mentiras
a si mesmos.

Por ela
me sinto
mais acolhido
à asa de uma astronave
para o plano adiante.

Humildes, nos abrimos ao pleno
percebemos alta vibração

em ouro corrente de eldorado astral.

Brasil, de fogo intenso,
a consumir
todas estas terras
de nossa Mãe.

Fujo de tal canseira
gosto das ingênuas
brincadeiras
que só filhos de bom afeto
sabem ter.

Ainda que seja pouco
com todo desastre que nos cerca
nos resta nosso sopro reto.

Vida
não há de ser
a sofrer em decadência,
aconteça o que aconteça
não há, além disso
o que temer.

Coragem é sabedoria
sabedoria, coragem
Oroboro de
fogo ancestral.

Se a vida tá cara,
peçamos um desconto...

A escola da paz é bem melhor,
o bom guerreiro detesta guerra.
Saúdo exemplo mulher
de alma guerreira.

Parti, parte de ti
desde o parto,
sempre deixo
teu seguro e quente vazio
e parto.

Crescer
permite te reconhecer
sempre uma primeira vez
meu olhar ao infinito
com as costas
em teu peito.

Só posso ser mesmo bobo
mas todo poeta é ator dessa tragédia
jogar é viver, viver, jogar.
Com teu amor,
me jogo como esquilo voador.

Sinto no ar, às costas
o vestígio do teu calor.
Eternamente grato
sou.

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