Aves marinhas dançam ao azul vazio por sucessivos véus, sem gravidade, o ar em diferentes densidades de nuvens perpassa-lhes as penas, sopradas pelas térmicas que brotam d'areia quente, em voo livre, espreguiçam à rede da gentil brisa terral, que também lhes esculpe ondas em tubos cristalinos com a crista perfeita, planar, entre a terra, o mar e o astral, surfar com o riscar das pontas das asas, beliscando o tônus leve do salgado mar, como a pena desliza sobre o papel do poeta.
Sim, somos pássaros, improváveis, em vôos supersônicos, no sentido dos swells, pulsando por grandes ondas de revelações, ou tranquilos, pousando sobre ilhas de plásticos.
Nos fizemos profissionais do ar ao ponto de nos permitirmos amar lançando-nos à livre entrega de voar, em alongamentos quânticos, cânticos extra-românticos, uns aos outro, além-mar, estratosféricos, místicos, tântricos, yoguis da vida, esferas criando artes, artesanatos, delírios, acessando novas portas de percepção.
Tudo pode ser tão cool como um reggae jamaicano desembarcado de bravios cruzadores de mares a deitar junto às extensas e nuas costas maranhenses, ouvindo na fricção dos dedos com a pele morena, o roncar do tambor-onça. Ah, ilhas de amores, flechados por eros, somos mesmo assim, heroicos, cercado pelas águas turvas de argila azuziverde, donde não nos brilham reflexos narcísicos, mas cardumes de peixes, a festejar generosa prosperidade, sem estresse, sem tristeza de virar a cara para irmãos. até porque o sol tá quente, de rachar o cérebro, e abrir sentidos mais plenos.
Sim, somos pássaros, improváveis, em vôos supersônicos, no sentido dos swells, pulsando por grandes ondas de revelações, ou tranquilos, pousando sobre ilhas de plásticos.
Nos fizemos profissionais do ar ao ponto de nos permitirmos amar lançando-nos à livre entrega de voar, em alongamentos quânticos, cânticos extra-românticos, uns aos outro, além-mar, estratosféricos, místicos, tântricos, yoguis da vida, esferas criando artes, artesanatos, delírios, acessando novas portas de percepção.
Tudo pode ser tão cool como um reggae jamaicano desembarcado de bravios cruzadores de mares a deitar junto às extensas e nuas costas maranhenses, ouvindo na fricção dos dedos com a pele morena, o roncar do tambor-onça. Ah, ilhas de amores, flechados por eros, somos mesmo assim, heroicos, cercado pelas águas turvas de argila azuziverde, donde não nos brilham reflexos narcísicos, mas cardumes de peixes, a festejar generosa prosperidade, sem estresse, sem tristeza de virar a cara para irmãos. até porque o sol tá quente, de rachar o cérebro, e abrir sentidos mais plenos.
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